É preciso curar o medo e alimentar a alegria

Há um ano venho sofrendo com ansiedade, insônia e distúrbios gastrointestinais. Fui a quatro médicos diferentes: todos deram o mesmo diagnóstico e tratamento. Apesar da insegurança e medo que essa situação provoca, aprendi a praticar sete atitudes muito positivas para a minha vida.

  1. Cuidar da saúde – é necessário ter tempo, dinheiro e atenção com a saúde do corpo e da alma. Descobri que a saúde é o meu bem mais precioso.
  1. Valorizar o tempo – usar o tempo e colocar o foco naquilo que dá significado à vida. No meu caso: escrever e aprender a viver com meus amigos nonagenários.
  1. Priorizar o projeto de vida focar naquilo que pode fazer diferença no mundo. Meu projeto: continuar a pesquisar e escrever sobre envelhecimento e felicidade.
  1. Dizer não – evitar o que provoca doença, preocupação e desperdício de tempo. Foi o mais difícil, mas tive coragem de dizer não a todos os convites para eventos sociais e festas de casamento.
  1. Faxinar a casa e a vida – deletar tudo o que é desnecessário, destrutivo e tóxico. Doei roupas, sapatos, livros; saí dos grupos de WhatsApp e me afastei de pessoas que sugavam a minha energia, saúde e alegria – os vampiros emocionais.
  1. Agradecer à vida – ter gratidão por tudo o que acontece, inclusive pelas dificuldades. Em um ano de muito sofrimento, descobri que tenho amores e amigos maravilhosos, e coragem para enfrentar os desafios que a vida me colocou.
  1. Alimentar a alegria – saborear o tempo presente, prestar atenção às pequenas coisas que fazem bem ao corpo e à alma. Adotei as ideias de joy, enjoy, joie de vivre: apreciar a vida, ter alegria de viver, entusiasmo pela vida.

Pode parecer meio Pollyanna, mas curar o medo e alimentar a alegria são os meus projetos para 2020. Termino com o mantra que aprendi com meu querido amigo doutor Nobolo Mori, de 96 anos: Arigato. Arigato. Arigato.

 

 

Imagem em destaque: Mirian Goldenberg e o médico Nobolo Mori, de 96 anos                                Fonte: Mirian Goldenberg, antropóloga e professora da Universidade Federal do Rio, é autora de ‘A Bela Velhice’

 

(JA, Jan20)