Prefeitura de São Paulo lança Plano Intersetorial de envolvendo 15 secretarias em ações até 2024

Evento realizado na manhã de ontem (28/10) também marcou a reabertura do Polo Cultural da Terceira Idade e o início do Projeto Recorda SP, que vai registrar as histórias dos idosos a capital.

A Pandemia afetou a todos, mas não há dúvidas de que as pessoas idosas sofreram seus efeitos de forma particularmente intensa. Na cidade de São Paulo vivem 1,8 milhão de idosos, número maior do que a população de 19 das 27 capitais do país. Esta faixa etária contabiliza o maior número de mortes e internações por Covid, e ainda vê o risco da progressão de doenças como o Alzheimer, aumentado pelo longo e necessário período de isolamento. Estes dados demográficos teceram o pano de fundo que motivou o lançamento do Plano Intersetorial de Políticas Públicas para o Envelhecimento do município de São Paulo, em evento realizado na manhã de quinta-feira (28/10) na capital paulista.

‘Esta é uma questão que nos preocupa muito porque queremos oferecer mais qualidade de vida à população de mais idade. Precisamos continuar com o trabalho de atendimento em todos os aspectos, e o Plano é um exemplo que pode gerar atividades com uma diretriz mais forte, já que foi elaborado com a participação da sociedade’, disse o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes.

Seguindo as principais diretrizes da Organização Mundial da Saúde, o plano é uma política transversal com 70 iniciativas de 15 secretarias, e atenção especial à promoção do envelhecimento ativo, como forma de aprimorar a saúde e autonomia do idoso. ‘A cidade precisa oferecer melhor qualidade de vida ao idoso de hoje, e estar preparada para o futuro.

A abrangência deste plano, que articula grande parte dos órgãos da administração e sua adequação as melhores práticas, mostra como a valorização a pessoa idosa é uma questão prioritária para São Paulo’, diz a Secretária de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), Claudia Carletto.

Dividido em cinco eixos as ações, programas e projetos se baseiam no aumento da oferta de atividades e serviços para idosos, na formação e capacitação de profissionais para lidar com as múltiplas e complexas questões do envelhecimento, além da criação de oportunidades de interação da população idosa com outras gerações, como forma de incluí-la cada vez mais no contexto social e combater o preconceito contra o idoso.

Dentro do plano, uma das ações que trabalha com este foco já começa a ser implementada. O Projeto Recorda SP, iniciativa de valorização da pessoa idosa e resgate da memória, vai estimular idosos atendidos pela prefeitura a registrarem suas histórias, experiências, lições de vida, e até as receitas culinárias, num questionário que convida a uma jornada pela memória. Com este conteúdo a prefeitura vai desenvolver atividades que envolvam os participantes com outros públicos que possam aproveitar suas lições e vivências. ‘Na prática, o Recorda SP é um bom exemplo do conceito do Plano Intersetorial, porque atua de forma transversal, envolvendo vários serviços; agrega potenciais benefícios terapêuticos como o estímulo à memória; e oferece oportunidades de socialização com outras gerações em ações com protagonismo do idoso’, explica o Coordenador de Políticas para a Pessoa Idosa da SMDHC, Renato Souza Cintra.

“O Recorda SP será um resgate não só das histórias das pessoas e da cidade, mas também do papel do idoso como alguém que transmite conhecimentos importantes para a sociedade”, explica Cesar Guerrero, coordenador de Comunicação da SMDHC e um dos idealizadores do projeto.

O lançamento, não por acaso, será na reabertura das atividades do Polo Cultural da Terceira Idade – José Lewgoy, nesta quinta-feira (28) que marca a retomada responsável dos serviços presenciais oferecidos para esta população pela Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania SMDHC, depois de um período de isolamento social imposto pela pandemia.

Agora que o momento permite uma reabertura das atividades presenciais para idosos, em segurança, e seguindo recomendações sanitárias, a cidade reabre o Polo Cultural da Terceira Idade, um dos equipamentos da prefeitura que presta serviços com foco no Envelhecimento Ativo, política da OMS, que será intensificada na capital paulista com o lançamento do Plano intersetorial e do Projeto Recorda SP.

Além disso, o evento recebeu a exposição fotográfica ‘Idades: Vidas em Atividade’, que retrata pessoas idosas participantes de serviços da Prefeitura de São Paulo com foco no envelhecimento ativo. As imagens foram realizadas pelo fotógrafo Piti Reali.

Sobre o Plano Intersetorial de Políticas Públicas para o Envelhecimento

A Coordenação de Políticas para Pessoa Idosa da Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania (SMDHC), em conjunto com as demais secretarias municipais da Prefeitura Municipal de São Paulo, e com o Grande Conselho Municipal do Idoso, formularam o Plano Intersetorial de Políticas para o Envelhecimento.

A elaboração do plano foi orientada por demandas e deliberações dos idosos representantes da sociedade civil, apresentadas na IV Conferência Municipal do Idoso. Incorpora também questões que surgiram nos encontros para a execução do Instrumento de Diagnóstico para o Envelhecimento Ativo – IDEA/Idoso e IDEA/Gestor, que fizeram parte dos processos para a obtenção dos Selos Inicial, Intermediário e Pleno do Programa São Paulo Amigo do Idoso, do Governo do Estado de São Paulo.

‘Toda esta jornada nos mostrou as múltiplas complexidades do envelhecimento. As pessoas envelhecem de formas diferentes de acordo com um conjunto de variáveis e por isso foi necessário construir um plano tão abrangente e transversal.’, diz Renato Cintra, o Coordenador de Políticas para a Pessoa Idosa.

O resultado é um documento que representa uma visão e orientação holísticas para a criação de políticas públicas no município de São Paulo para os próximos quatro anos, de 2021 a 2024. Oferece um retrato do envelhecimento na cidade, e um eixo de orientação ao compilar programas que envolvem diretamente 15 Secretarias Municipais com apoio acadêmico e de entidades da sociedade civil.

Sobre o Projeto Recorda SP

O Projeto Recorda SP é uma iniciativa de valorização da pessoa idosa da Cidade de São Paulo, com objetivo de resgatar, registrar e utilizar histórias e experiências dos idosos que participam de atividades de envelhecimento ativo da prefeitura.

A prefeitura quer ouvir as histórias e registrar o conteúdo para, a partir dos relatos desenvolver ações de protagonismo do idoso e Intergeracionalidade nos serviços municipais. Também haverá uma curadoria para selecionar entre as histórias personagens e receitas culinárias para a publicação de edições anuais dos livros: ‘Vidas Paulistanas’, de biografias, e ‘A Cozinha dos Avós’, de receitas gastronômicas.

A coleta dos relatos é por meio de um questionário, que propõe ao idoso faça uma jornada em sua memória, mas com olhar de reconciliação com o passado. A partir deste resgate de fatos e situações, do modo de vida e da culinária, este conjunto de informações ficará disponível para utilização em ações da prefeitura voltadas para grupos de outras idades, promovendo o papel do idoso como mentor, ou detentor de experiências e ensinamentos.

A iniciativa da prefeitura coordenada pela Secretaria Municipal de direitos Humanos e Cidadania com envolvimento dos serviços para idosos das secretarias municipais da Saúde (SMS), Educação (SME), Esportes e Lazer (SEME), Assistência e Desenvolvimento Social (SMADS) e Cultura (SMC).

Os idosos que preenchem o questionário podem ser convidados a participar diretamente de aulas e palestras da rede pública de ensino, em rodas de conversa, oficinas e painéis em equipamentos de cultura, direitos humanos, ou saúde, sempre relacionados aos assuntos relatados no Projeto.

Os benefícios, além de ajudar a retardar doenças relacionadas envelhecimento, estão no resgate e preservação da memória da própria cidade, a oferta de papéis sociais relevantes aos participantes em ações derivadas, e o estímulo ao envelhecimento ativo pela sinergia e visibilidade conferida a este tema pelos serviços desenvolvidos na prefeitura.

Para participar do Projeto Recorda SP e ter suas histórias ouvidas pela Prefeitura de São Paulo é fácil, basta acessar no link abaixo o questionário do programa e começar a jornada pela sua memória.

https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLScpGREGTUoPxeiAxXeoCRzBOna6UzQ0u5MtmF-_Eoyd0cOMKQ/viewform

Sobre o Polo Cultural

O Polo Cultural José Lewgoy, mais conhecido como Polo Cultural da Terceira Idade, oferece 19 oficinas gratuitas nos campos da cultura, lazer, esporte, educação e saúde, para o estímulo, motivação e sensibilização da pessoa idosa, no fortalecimento e integração social. Foi criado em 2000 como espaço de convivência e socialização de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos. Hoje, o Polo Cultural tem aproximadamente 237 associados, mas regularmente conta-se a presença de 8.898 atendimentos, durante todo o período pandêmico, via formato remoto pelas plataformas WhatsApp, Zoom, Meet e YouTube.

O objetivo do polo é proporcionar o desenvolvimento para os idosos, de forma produtiva, com o objetivo de trabalhar as relações entre educação, conhecimento, cultura, bem-estar, natureza e sociedade. Oferecer transformação para si e para o outro, fazendo com que o idoso seja capaz de perceber as mais simples emoções, podendo também, acrescentar outra dimensão do valor humano diferenciado, para que sejam vistos pela sociedade e seus familiares.

Fonte: fzantonialli – Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania

(JA, Out21)