Um pet pode ser o melhor amigo da sua longevidade.

Existem inúmeras razões para se adotar um animal de estimação. Do companheirismo à segurança, os bichinhos de estimação podem proporcionar aos idosos uma melhor qualidade de vida.

Você sabia?  Pesquisas médico-científicas atestam:

  • Idosos que possuem um animal de estimação são física e mentalmente mais saudáveis do que os idosos que não possuem pets.
  • Idosos que possuem um animal de estimação são mais estáveis emocionalmente.
  • Proprietários de animais idosos têm níveis mais baixos de colesterol e de pressão arterial.
  • Animais de estimação ajudam a afastar a depressão e a solidão.
  • Pessoas com animais de estimação têm custos mais baixos de assistência médica e menos consultas médicas.
  • Donos de animais são em geral menos obesos.

Não é achismo. As afirmações acima já estão consolidadas no mundo cientifico por diversas pesquisas. Em 2013 a Sociedade Americana de Cardiologia publicou uma declaração oficial baseada em pesquisas estabelecendo índices sólidos de métricas de saúde comparativas entre donos de animais e não donos. As evidencias encontradas foram tão contundentes que a discussão se consolidou.

A adoção de pets, em especial cães, depois gatos, é fator determinante na qualidade de vida de pessoas maiores de 55 anos.

Outras pesquisas, mais recentes, apresentaram fatos indicando que a visita de animais a hospitais, ou sua simples presença no lar de pessoas convalescentes, melhora a disposição geral do paciente, e acelera a sua recuperação. Os resultados de pesquisas são tão animadores que motivaram leis em diversas partes do mundo favorecendo a presença de animais em hospitais, e a criação de políticas e projetos de adoção incentivada de pets para idosos. 

Brasil

No final de 2018, a iniciativa do vereador Rinaldi Digilio (PRB) foi sancionada pelo prefeito de São Paulo, sendo autorizada a liberação da entrada de animais domésticos, como cães e gatos, para visitar pacientes internados nos hospitais públicos da capital paulista.

Digilio ressaltou que o animal deve estar com os comprovantes de vacinação em dia, e higienizados, para poder entrar nos hospitais. ‘O prefeito deu mais um passo para uma cidade mais acolhedora e que se abre para diferentes métodos de saúde, como a terapia animal, que é reconhecida em todo o mundo como uma prática de excelentes resultados’, disse.

Diversas outras cidades criaram leis semelhantes: no Rio Grande do Sul, Paraíba e Espirito Santo, entre outras.

Experimentos

Nos Estados Unidos, o Eden Alternative, um residencial para idosos, encheu a sua instalação com mais de 100 animais, incluindo pássaros, cães, gatos, além de coelhos e galinhas, residindo ao ar livre. Após algum tempo, pesquisas foram conduzidas e o residencial Eden ostentou uma taxa de mortalidade quinze por cento menor do que a média das casas de repouso tradicionais.

Por que a saúde dos mais velhos se beneficia dos pets?

Os benefícios dos animais de estimação para idosos estão se tornando mais evidentes, portanto, resta perguntar: Como os bichinhos beneficiam os mais velhos?

Animais de estimação necessitam de atenção. Eles precisam ser alimentados, passeados e cuidados. Os bichinhos ajudam os idosos a ampliar o seu senso de propósito, responsabilidade, e significado emocional, além de ser um fator contra o sedentarismo. Ademais,  os animais de estimação podem oferecer o afeto que muitas vezes falta na vida dos idosos. E, convenhamos, queridos leitores, como cantavam os Beatles, ‘All We Need Is Love’.

Para os novos aposentados, cujas crianças já saíram de casa, ou para as pessoas que não têm familiares próximos, os animais de estimação fornecem companhia e estimulam a vida social. Passear com um cachorro pode vir a ser uma maneira de conhecer outras pessoas.

O ato físico de acariciar um animal, comprovadamente, diminui a pressão arterial e a frequência cardíaca. Há alguns anos, um estudo mostrou os benefícios de saúde por simplesmente assistir os peixes nadando em um aquário.

A vida urbana nos desconectou de uma das maiores aliadas de nosso bem estar: a natureza. E, se os leitores me permitem, volto o meu olhar para o transcendente:

A perfeição da criação revela a grandeza do Criador. Contemple e verás que até mesmo uma simples folha voando calmamente com o vento, traz harmonia e paz. Tanto mais esses bichinhos que são só amor.

Adotei um cachorro idoso como eu

A adoção de um pet oferece muitos benefícios para a saúde. E sabe o que é melhor nessa equação? Existem milhões de animais de estimação precisando de alguém para amar. E você não precisa adotar um filhote. Ou comprar um. Um cão adulto, ou idoso, pode se tornar um companheiro ainda mais espetacular.

Nós sabemos que nada aquece mais o coração do que uma bolinha peluda.  Filhotes são fofos e divertidos. Impossível não amar. Contudo, os cães idosos oferecem a mesma companhia e amor, sem todos os aborrecimentos de um filhote, além de terem um ritmo mais tranquilo, compatível com gente mais madura. Essa foi a minha escolha. Um doguinho da terceira idade. 

Um velho amigo

Há quem tenha restrição aos cães idosos.  É o ageísmo animal (rsrsrs). Os detratores dos cachorros velhinhos dizem que eles já estão com os hábitos bagunçados. É o famoso ditado: ‘Cachorro velho não aprende truque novo’. Mas isso é justo? Um filhote também precisa ser treinado.

Vá lá, eu concedo. Os cães idosos podem mesmo ser uma surpresa: um ‘vovô cão de fino trato’, ou um ‘velhaco serelepe’ de maus modos.  Mas o truque é simples. Conhecer a história do bicho: o treino que ele recebeu em seu antigo lar e sua ‘folha corrida’ de bagunças. Com essas informações tudo fica muito mais fácil. Foi assim comigo. Adotei um cachorro que foi de um amigo que se mudou para o exterior, e não pode levá-lo consigo.

 

A velhice dos cães tem suas vantagens. Eles são mais calmos, mais gratos, e precisam de muito menos exercício. Costumam requerer menos atenção e brincadeiras, comem menos, e curtem demais se deitar nos pés de seus donos. São menos propensos a roer os nossos chinelos favoritos e, raramente, têm outros comportamentos destrutivos.

 Como escolher o seu  amiCÃO?

A decisão sobre o cão a se adotar é muito diferente para nós, maiores de 60, do que o é para um adolescente ou um jovem adulto. Se você decidiu ter um cachorro, a seleção da raça é o próximo passo e exige alguma reflexão. Você quer uma raça de cães que ofereça o amor e a companhia desejada, mas dentro da situação em que você vive (espaço e tipo de residência) e compatível com a sua energia, tempo, força física, tempo para dedicar ao bichinho e, claro, o seu temperamento.

Considere os seguintes fatores:

ESPAÇO – Se você vive em um local sem um quintal grande, provavelmente não vai querer um cão de muita energia que precise de muita atividade. Se você escolher um cão pequeno, e for uma pessoa sofisticada, pode até carregá-lo por ai numa bolsa super fashion. Já imaginou? Nem precisa.

TEMPERAMENTO – O temperamento é um fator importante por dois aspectos: gente e outros cães. Alguns cachorros são dedicados ao dono, mas têm dificuldade com outras pessoas. Algumas raças não se dão bem com outros cães. Pense em sua vida e no tipo de ambiente você proporcionará ao seu cão. Você recebe muita gente em casa? Se sim, um cão menos possessivo, e que lata pouco é o ideal. Se você não recebe tanta gente, as raças mais ciumentas também são as mais afetuosas e apegadas ao dono. Pondere!

ATIVIDADE – Diferentes raças de cães precisam de diferentes níveis de atividade. Enquanto todos os cães devem ser passeados diariamente, alguns cães precisam de ainda mais atividade. Eles vão querer ‘roubar’ seus chinelos, e correr pela casa atrás de brinquedos e bolas. Uns podem precisar de espaço para explorar. Outros vão adorar se afundar no sofá com você, enquanto você assiste TV por horas a fio. Alguns vão ser felicíssimos com essa sua preguiça gostosa. Outros irão reclamar, e querer a sua atenção na hora do programa favorito.

TAMANHO – Ao considerar o tamanho de um cão, observe o espaço interno e externo que você possui. Um apartamento pequeno não é lugar para um cachorro grande. Além disso, veja o seu orçamento – cães maiores consomem mais comida.

 

Fonte: Edilson Silvestre  |  Maiores de 60

(JA, Mar20)