Com o avanço da tecnologia, a medicina robótica auxilia os cirurgiões a ter a máxima precisão nos procedimentos de artroplastia total do joelho, possibilitando uma recuperação mais rápida no pós-operatório.

O procedimento elimina a dor e devolve a mobilidade e a qualidade de vida aos pacientes com osteoartrose.

A osteoartrose, também conhecida como osteoartrite ou artrose, é caracterizada pela degeneração progressiva das diversas estruturas da articulação do joelho, incluindo a cartilagem, superfície óssea, ligamentos e meniscos.

De acordo com estudos da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT), é considerada a mais prevalente doença musculoesquelética, e atinge cerca de 4% da população brasileira. Para os casos mais avançados, a artroplastia total do joelho, ou implante de prótese ortopédica, é a melhor opção de tratamento. Entretanto, muitas pessoas ainda têm dúvidas sobre o procedimento.

Embora a artrose esteja mais relacionada ao avanço da idade – entre 70% e 80% da população com mais de 65 anos possui a enfermidade, segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) -, tem sido observado casos cada vez mais precoces. Por isso, as recomendações para a cirurgia se baseiam na dor e na limitação de movimento do paciente, e não na idade. Um levantamento da SBOT aponta que, entre a população jovem adulta, cerca de 20% dos indivíduos na faixa dos 30 anos foram diagnosticados com a doença até 2017. As principais causas são a obesidade, e o excesso de exercícios físicos de alto impacto e repetitivos, que levam ao desgaste da articulação do joelho.

Os sintomas mais comuns da osteoartrose são dores, rigidez e dificuldade nos movimentos, pois a cartilagem que amortece os ossos do joelho amolece, e se desgasta, resultando em atrito entre os ossos. As cirurgias para implante de prótese têm sido realizadas com sucesso em todas as idades, dos adolescentes com artrite juvenil aos pacientes idosos com artrose degenerativa, propiciando a melhora da função, redução da dor e, consequentemente, melhoria da qualidade de vida do paciente.

Com o avanço da tecnologia, a medicina robótica passou a auxiliar os cirurgiões a ter a máxima precisão nos procedimentos de artroplastia total do joelho, possibilitando uma recuperação mais rápida do paciente, assim como o retorno à rotina de atividades diárias, no pós-operatório.

Entre as premissas de uma artroplastia de sucesso, está a precisão submilimétrica nas incisões para a substituição da articulação. Recém-chegado ao país, o ROSA® Knee System, um sistema cirúrgico assistido por robô, tem ajudado os cirurgiões a otimizar a eficiência do planejamento e execução das cirurgias.

Desenvolvido pela multinacional americana Zimmer Biomet, o sistema fornece uma análise contínua de dados para auxiliar na tomada de decisões complexas, permitindo que os cirurgiões usem a tecnologia de computador e software para posicionar os instrumentos cirúrgicos com grande precisão, durante os procedimentos.

 

Fonte: Thais Carneiro Martins, Zimmer Biomet Brasil  | Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT)  |  Luciana Bulgarelli,  Head & Brand Connections & Media

 

(JA, Abr21)