Eu trabalhava em numa financeira e o Antônio era um dos meus patrões. Um dia, no meu aniversário dei uma festinha e o Antônio foi. Também estava lá uma amiga muito querida a Cristiana. Os dois ficaram juntos, conversando a noite inteira.
No dia seguinte, Antônio pediu o telefone da Cristiana e eu disse que ia falar com ela. Não sei o que me deu, normalmente teria dado o número do telefone no ato. Mas falei antes com a Cristiana e ela me disse: “Não, não dá meu telefone pra ele, não saio com homem casado!”
Passado um tempinho, eu soube que o Antônio tinha se separado da mulher. Aí eu fiquei pensando o que fazer para aproximar os dois. Achei que um encontro seria uma boa. Falei para a Cristiana e ela pediu para eu avisá-la quando seria o encontro, ela queria ir ao cabelereiro, fazer uma maquiagem leve e, quem sabe, até comprar uma roupa nova.
Dali há poucas semanas, a secretária da financeira me ligou e falou que ”todo mundo” do escritório estava no Joan Sehn, um bar em Moema, num “happy hour”. Imediatamente liguei para Cristiana e disse para ela que eu ia pegá-la em 10 minutos e completei ”Vai do jeito que estiver, não sabemos quando o Antônio vai sair do bar. Esqueça o cabelereiro e a maquiagem. Não se preocupe, você já é linda!”
Quando chegamos ao Joan Sehn, o Antônio e a Cristiana, no momento em que se viram, ficaram grudados um no outro e assim permaneceram, não só naquela noite, mas pelo resto da vida!
Outro dia, nos vimos no banco. Ficamos contentes de nos rever. Aí o Antônio me perguntou se eu me lembrava de que tinha sido eu que havia apresentado os dois. “Lógico que lembro, Antônio!”
Até que, quando eu morrer e chegar ao Céu, Deus vai me perguntar: “Renata, você fez alguma coisa boa na Terra? “Claro! Sabe o quê? Apresentei o Antônio para a Cristiana, eles se apaixonaram, namoraram, conheceram-se e estão casados há mais de 30 anos. Foi bom, né?”
Renata Oliva
Blogueira
Quase Pedagógico
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