Quem nunca ouviu essa frase, ou pensou nela?

Recentemente, me peguei nessa reflexão, e comecei a questionar seu sentido. Pensar na felicidade como algo que pode ser achado, como o pote de ouro ao final do arco-íris, não me pareceu assertivo.

Se a felicidade está no resultado, o que fazemos com o processo, então? E mais, se ela está lá para ser ‘encontrada’, nós não temos nenhum percentual de responsabilidade em cima da nossa felicidade?

A Psicologia Positiva traz uma fórmula da felicidade, apresentada nas seguintes proporções:

  1. 50% = carga genética
  2. 40% = ações intencionais
  3. 10% = circunstâncias da vida

Vamos lá!

Como vemos, a genética carrega metade dessa porcentagem. À primeira vista, pode-se pensar: ‘tá aí, completamente fora da minha responsabilidade!’. E sim, você não pode escolher a sua carga genética, mas pode tê-la como uma referência. Quanto mais você se dispõe a conhecer esse seu ‘molde genético’, mais você poderá tirar proveito dele, fazendo o necessário para manter seu nível de felicidade o mais alto possível. E nos momentos ruins, esse autoconhecimento pode ser visto como uma proteção, pois você retornará ao seu nível usual de felicidade já conhecido.

Opa! Chegamos em um dos questionamentos que deram origem a esse texto. Não tem pra onde correr! Nós temos SIM responsabilidade por nossa própria felicidade! Como vemos acima, 40% dela é fruto das nossas ações intencionais.

Então não adianta jogar a responsabilidade para terceiros ou para o Universo. É preciso trabalhar em seu autoconhecimento para saber o que te traz felicidade, e como saboreá-la durante o viver, e não somente ficar esperando para ser feliz quando o resultado X ou Y for alcançado (lembra do primeiro questionamento lá em cima?). Segundo o autor dessa teoria, Martin Seligman (2002), quando conhecemos o modo como sentimos (passado), pensamos (futuro) e vivemos (presente), podemos redefinir nossas emoções direcionando-as de maneira mais positiva.

E finalmente, os 10% restantes ficam a cargo das circunstâncias da vida, como: dinheiro, vida social, educação, emoções negativas, entre outros elementos externos. Mesmo que todas as circunstâncias externas sejam favoráveis, vale ressaltar que sua porcentagem no nosso nível de felicidade é mínima.

Diante disso, que tal parar e refletir sobre como anda essa fórmula para você?

Vamos investir em autoconhecimento, e entender o que nos faz felizes?

 

 

Fonte: Raíssa Feitoza  |  60ou+

 

(JA, Ago019)