Entendendo a Doença e Seus Efeitos na Terceira Idade
A esclerose múltipla (EM) é uma doença neurológica crônica que afeta o sistema nervoso central, composto pelo cérebro e pela medula espinhal. Embora seja frequentemente diagnosticada em adultos jovens, os efeitos da esclerose múltipla podem se estender ao longo da vida, impactando significativamente a qualidade de vida na terceira idade.
O Que é Esclerose Múltipla?
A esclerose múltipla é uma doença autoimune, o que significa que o sistema imunológico do corpo, por razões ainda não completamente compreendidas, começa a atacar a própria mielina — uma camada protetora ao redor das fibras nervosas. Esse ataque resulta em lesões ou cicatrizes (daí o nome “esclerose”), que dificultam a comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.
Sintomas e Efeitos
Os sintomas da esclerose múltipla podem variar amplamente de pessoa para pessoa e dependem das áreas do sistema nervoso afetadas. Alguns dos sintomas mais comuns incluem:
- Fadiga
Cansaço extremo que pode dificultar as atividades diárias. - Problemas de visão
Visão embaçada, perda parcial ou completa da visão, geralmente em um olho de cada vez. - Distúrbios de movimento
Fraqueza muscular, espasmos, tremores e dificuldade para caminhar. - Dores e espasmos
Dor crônica, formigamento e espasmos musculares involuntários. - Problemas cognitivos
Dificuldades de memória, atenção e concentração.
Na terceira idade, esses sintomas podem ser exacerbados por outras condições de saúde associadas ao envelhecimento, tornando o manejo da esclerose múltipla ainda mais complexo.
Tratamento e Manejo
Embora a esclerose múltipla não tenha cura, existem tratamentos que ajudam a controlar os sintomas e retardar a progressão da doença. O tratamento geralmente inclui medicamentos imunomoduladores, fisioterapia, e, em alguns casos, mudanças no estilo de vida para ajudar a gerenciar a fadiga e melhorar a mobilidade.
Para os idosos, o foco do tratamento muitas vezes está em manter a qualidade de vida e a independência pelo maior tempo possível. Isso pode incluir adaptações em casa para facilitar a mobilidade, o uso de dispositivos auxiliares e o suporte de cuidadores ou familiares.
Viver com esclerose múltipla pode ser emocionalmente desafiador, especialmente na terceira idade, quando a independência se torna uma preocupação maior. O apoio psicológico e social é essencial para ajudar os pacientes a lidar com as mudanças na mobilidade, no autocuidado e nas atividades diárias.
Grupos de apoio, tanto presenciais quanto online, podem ser uma fonte valiosa de encorajamento e compreensão para aqueles que convivem com a doença. Compartilhar experiências com outras pessoas que estão passando por desafios semelhantes pode ajudar a reduzir o sentimento de isolamento e fortalecer a resiliência.
A esclerose múltipla é uma doença complexa que pode afetar profundamente a vida dos idosos. No entanto, com o tratamento adequado e o suporte certo, é possível viver com qualidade, mesmo diante dos desafios impostos pela doença. Manter-se informado, procurar assistência médica regular e construir uma rede de apoio são passos cruciais para enfrentar a esclerose múltipla na terceira idade.
A TIC indica o livro:
Ser, Conceber, Evoluir…
João Carlos Pecci
Suze Crede Stasi
Essa é a história de Suze Crede Stasi, que supera a cada dia a convivência com Esclerose Múltipla. A sociedade impõe um fardo ao portador de Esclerose Múltipla, doença sem prognóstico de cura. Porém, quem convive com ela está longe de desistir da vida. Tem esperanças, sonha e aprende a vencer na garra e viver o melhor possível. Suze é a comprovação de que a Esclerose Múltipla pode se diluir na magnitude do comum, na liberdade do simples exercício da vida. E o objetivo desse livro é mostrar isso. Quando uma portadora dessa doença dá continuidade ao seu casamento com um homem não deficiente.

O livro Ser, Conceber, Evoluir… pode ser encontrado na Editora Pontes
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