A doença de Alzheimer acomete principalmente as pessoas idosas, mas é muito comum que diversos comportamentos sejam relacionados erroneamente. Então, hoje venho desmistificar, elencando os mitos e as verdades sobre a doença.

Mitos

  • Jogos de raciocínio, como palavras cruzadas e sudoku, podem evitar a doença

Esses são jogos considerados de raciocínio, por isso podem amenizar os sintomas e até ajudar no tratamento. Porém, sua prática não evita que uma pessoa desenvolva a doença.

  • Quem tem Alzheimer não consegue entender o que se acontece ao seu redor

O portador da doença se mantém consciente do que está acontecendo ao seu redor, apesar das dificuldades de memória e dos outros sintomas. Apenas nos estágios avançados isso pode mudar. O importante é não tratar o idoso com Alzheimer de forma infantilizada. Deve-se preservar seu papel e espaço nas relações familiares.

  • Perda da memória é o primeiro sintoma da doença

Não é apenas a perda da memória que sinaliza a doença. Ela atinge inicialmente a parte do cérebro que controla a linguagem, a memória e o raciocínio. Por isso, outros sintomas podem indicar sua chegada como dificuldade em controlar as finanças, alterações repentinas de comportamento, desorientação no tempo e espaço, dificuldade em executar tarefas rotineiras, entre outras. Para ter certeza do que se trata, é importante conversar com um especialista no assunto.

  • Esquecer das coisas significa ter Alzheimer

Problemas de memória podem estar relacionados a diversos fatores, como outras demências ou até mesmo estresse e depressão. Além disso, a doença de Alzheimer vai atingir as memórias recentes, enquanto memória de fatos acontecidos há mais tempo (como na infância) são preservadas (nas fases iniciais).

As pessoas com Alzheimer, afirmam especialistas, têm memória de curto prazo comprometida, demonstrando dificuldade cada vez maior de memorizar, registrar novas informações e aprender coisas novas.

  • Demências são consequências do envelhecimento

Demência é um quadro diagnóstico cujo paciente apresenta perda cognitiva progressiva. As demências não são consequência do envelhecimento, apesar de comum, as demências não fazem parte do envelhecimento normal.

Verdades

  • Mulheres têm mais chance de desenvolver Alzheimer

A doença de Alzheimer afeta duas vezes mais mulheres que os homens. Até pouco tempo falava-se que mulheres eram mais acometidas devido à expectativa de vida ser maior que a dos homens. Mas, atualmente, estudos indicam que vai além disso. Falam sobre uma proteína chamada tau que, aparentemente, acumula mais no cérebro feminino e, por elas terem melhor conectividade cerebral com essa área, pode ocorrer a maior disseminação. Ainda assim, muito ainda há para ser estudado.

  • Mal de Alzheimer não tem cura

Infelizmente a doença não tem cura. Porém, existem tratamentos que retardam sua evolução, e outros que minimizam os distúrbios no humor e comportamento. Alguns medicamentos podem tornar o processo mais demorado, ou atacar problemas paralelos da doença, como insônia ou agitação.

  • Nem todos os problemas de memória são devido ao Alzheimer

O Alzheimer é apenas uma das doenças que podem afetar a memória. O estresse, depressão, diabetes, doença da tireoide, e outras demências como Doença de Parkinson e esclerose múltipla, também podem afetar a memória.

  • Praticar atividade física é importante para pessoas com Alzheimer

Exercitar-se pode retardar a manifestação da doença, bem como amenizar seus sintomas, além de melhorar a qualidade de vida do paciente, e também do cuidador.

  • Cuidadores e familiares também precisam de cuidado para conviverem com a doença

O Alzheimer exige tanto das pessoas que cuidam dos pacientes, que é preciso que elas se mantenham física e psicologicamente saudáveis para dar conta de uma situação que gera extremo estresse.

Tratar do portador de Alzheimer é também cuidar de quem está em torno dele. É importante participar de grupos de apoio, aprender a lidar com a culpa, cansaço, angústia, além de mudanças na rotina e cuidados com o paciente.

Fonte: Michelle Perez, Psicóloga CRP: 06/129104

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(JA, Abr21)