Sentindo-se esquecido? Preservar as habilidades mentais à medida em que se envelhece é mais fácil do que se pensa

Então, você anda vivenciando algumas mudanças na sua mente. Talvez você esteja perdendo as suas chaves com mais frequência do que o normal, trocando o nome de filhos e netos, ou esteja passando aperto para encontrar a palavra certa nas suas conversas. Diante disso, você fica logo imaginando o pior, e se pergunta se esses são sinais da chegada de um problema grave, como a demência; ou seriam somente alterações normais devido ao envelhecimento.

Como o cérebro muda à medida que envelhecemos

O volume do cérebro diminui gradualmente à medida em que envelhecemos, e o seu fluxo sanguíneo se reduz um pouco com a idade. Quando isso ocorre, algumas das células nervosas do cérebro podem encolher, ou perder conexões com as outras células nervosas. Alguns imaginam que essas mudanças relacionadas à idade estejam por trás das diferenças na função cognitiva que muitas pessoas percebem à medida que envelhecem. Todo mundo tem lapsos de memória de tempos em tempos, mas uma perda significativa de memória não é parte normal do envelhecimento. É importante conversar com seu médico se você, ou um ente querido, estiver com perda de memória e outros sintomas cognitivos, a ponto de interferir nas atividades normais do dia a dia.

Como a demência pode afetar as habilidades cognitivas

A demência ocorre quando as células nervosas do cérebro param de funcionar, perdem conexões com outras células cerebrais e morrem. O Instituto Norte Americano do Envelhecimento estabelece que há demência quando duas ou mais funções mentais essenciais estão prejudicadas, incluindo memória, habilidades de linguagem, percepção visual, e a capacidade de se concentrar e prestar atenção. Habilidades cognitivas, como a capacidade de raciocinar e resolver problemas, também estão na lista.

Existem várias causas diferentes de demência, incluindo:

  • Doença de Alzheimer – A causa mais comum de demência, ocorre quando as células nervosas do cérebro são danificadas ou morrem. A doença afeta as partes do cérebro envolvidas no pensamento, na lembrança, na solução de problemas, na linguagem, e outras habilidades cognitivas.
  • Demência vascular – É um declínio nas habilidades de pensamento causadas pela doença cerebrovascular, uma condição na qual os vasos sanguíneos no cérebro são danificados e os tecidos cerebrais feridos, privando as células cerebrais de oxigênio e nutrientes vitais. Indivíduos com maior risco incluem aqueles que tiveram um derrame ou um ataque isquêmico transitório.
  • Demência corporal de Lewy – É causada por depósitos anormais de proteínas que se acumulam no interior das células nervosas, formando aglomerados. Como resultado, as células nervosas não funcionam mais adequadamente e começam a morrer. Isso afeta o pensamento, a memória, o comportamento, o sono, o humor e o movimento.
  • Demência frontotemporal – É a forma mais comum de demência para pessoas com menos de 60 anos e é causada pela degeneração dos lobos frontal e / ou temporal do cérebro. A DFT leva a um declínio gradual e progressivo no comportamento, linguagem ou movimento, com a memória relativamente preservada.
  • Outros tipos de demência – Incluem a infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), a doença de Huntington, o traumatismo craniano, e outras condições de saúde que podem afetar as células nervosas do cérebro, causando sintomas de demência.

Para se manter mentalmente afiado na terceira idade

Pesquisas promissoras indicam que as seguintes ações podem ajudar a manter a sua mente afiada diante do envelhecimento

  1. Controle o colesterol e pressão alta. Essas condições podem aumentar o risco de doenças cardíacas e derrames, que podem contribuir para o desenvolvimento de certos tipos de demência. A saúde cardiovascular, o diabetes, e o peso, controlados são fatores amplamente confirmados em diversas pesquisas como sendo associados à saúde mental.
  1. Não fume e nem beba excessivamente. O cigarro é simplesmente um veneno para a saúde. A bebida, em especial o vinho, consumidos com moderação traz alguns benefícios, desde que haja moderação.

  1. Exercite-se regularmente. A atividade física regular ajuda a manter o fluxo sanguíneo no cérebro, e reduz o risco de doenças como pressão alta associadas ao desenvolvimento de demência. Já exercício vigoroso e consistente ajuda a diminuir o risco de demência, de acordo com um estudo publicado no Annals of Medicine em 2015.
  1. Tenha uma dieta saudável. De acordo com um artigo publicado em 2016 no Annals of the New York Academy of Sciences, há  fortes evidências de que a vitamina E, vitaminas do complexo B e ácidos graxos ômega-3 podem ajudar a prevenir a demência. O mesmo estudo (e outros) descobriram evidências de que vegetais frutas e frutos do mar são neuro protetores. Estudos também descobriram que a dieta mediterrânea oferece excelentes benefícios protetores contra a demência. A dieta mediterrânea enfatiza vegetais, gorduras saudáveis como azeite, e ácidos graxos ômega-3 dos peixes.

  1. Estude – Pesquisas têm associado mais anos de educação formal com menor risco de desenvolver mal de Alzheimer e outras demências. Alguns pesquisadores acreditam que ter mais anos de educação cria uma ‘reserva cognitiva’, que é a capacidade do cérebro de usar conexões entre neurônios) para permitir que você continue a realizar tarefas cognitivas, apesar das alterações cerebrais advindas da idade.
  1. Suplemente – Após os 50 anos, seu corpo precisa de mais vitaminas e minerais de alimentos ou suplementos do que antes. O desafio do decaimento mental devido ao envelhecimento precisa ser encarado também com suplementos. Vitaminas do complexo B, C, D e E, Magnésio, e Selênio, atuam retardando o envelhecimento neuronal, e na melhora das condições degenerativas associadas à velhice.
  1. Estimule o seu cérebro. Trabalhe. Um emprego minimamente estimulante mentalmente, ajuda a criar uma reserva cognitiva que, como vimos, retarda o envelhecimento neuronal. Se um emprego não for possível, dedique-se ao voluntariado. Tenha hobbies, e pratique jogos com os amigos (cartas, xadrez, damas, jogos de computador, etc.). Conheça coisas novas. Você pode! Aprenda a usar o potencial do seu tablet ou smartphone. Navegue na internet.

 Um estudo de 2017 publicado no The American Journal of Geriatric Psychiatry sugere que a     aquisição de habilidades mais tarde na vida, incluindo aquelas relacionadas à adoção de novas   tecnologias, pode ter o potencial de reduzir ou atrasar as alterações cognitivas associadas ao   envelhecimento. É um conselho científico, portanto.

  1. Socialize mais. Fazer novos amigos ou passar tempo com os que você tem pode ser bom para o seu cérebro. Um estudo de 2018 publicado no Scientific Reports que analisou adultos idosos na China descobriu que os participantes com engajamento social consistentemente alto, tinham um risco menor de demência do que aqueles idosos mais isolados e sozinhos.

 

Fonte: Maiores de 60

 

(JA, Jan20)

 

Demência – Dicas para prevenir, evitar

 

Quando você começa a perceber algumas mudanças na sua mente –  perde as chaves com mais frequência do que o normal, troca o nome de filhos e netos, tem dificuldade para encontrar a palavra certa nas suas conversas, etc.-, logo  imagina o pior, e questiona se esses não seriam sinais da chegada de um problema grave, como a demência, ou se seriam somente alterações normais devido ao envelhecimento. Esta matéria pretende orientar sobre o tema, e sugerir medidas para ajudar a preservar as habilidades mentais, à medida em que se envelhece.

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https://www.maioresde60.com/2019/12/envelhecimento-e-demencia-como-evitar.html?m=1