Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a expectativa de vida do brasileiro em 2022 atingiu a marca de 77 anos e a projeção é que chegue a 80 anos até 2042. Atualmente, o país conta com 37,7 milhões de pessoas idosas, ou seja, que têm 60 anos ou mais.

Esses levantamentos têm se refletido em iniciativas voltadas ao bem-estar da terceira idade. No que se refere ao âmbito residencial, construtoras têm desenvolvido projetos que acompanham esta faixa etária, pois parte desse público está optando por morar sozinho e, para que isso se efetive, busca-se por condomínios que proporcionem opções de lazer, saúde e segurança, além de possuir áreas adaptadas.

Olhar para este público envolve uma questão de cidadania, além de gerar uma maior utilização dos espaços comuns nos condomínios.

‘A adequação de estruturas destinadas aos idosos também atendem as pessoas com mobilidade reduzida, ou que estejam temporariamente incapacitadas’, comenta a arquiteta e gerente comercial da Mário Dal Maso, Bianca Couto.

Vale lembrar que o Estatuto do Idoso apresenta questões mínimas que devem ser consideradas para que a faixa etária tenha uma moradia digna. As rampas e barras de apoio, por exemplo, são alguns dos elementos a serem levados em consideração. Contudo, existem empreendimentos que já nascem adaptados, com projetos concebidos para receber este público.

‘As modificações se destinam às áreas comuns, como contraste de cores para melhor visualização, iluminação indicativa nas áreas de atenção; área de descanso no hall dos elevadores nos subsolos; mobiliário adequado na área comum (cadeiras sem braço e móveis sem quinas); banheiros em todos os pavimentos; e corrimão nos corredores’, menciona Bianca.

Os empreendimentos podem oferecer diferenciais ligados aos cuidados médicos, como atendimento básico de saúde, serviço de telemedicina, atendimento em domicílio, além de apoio às atividades diárias, como serviço de cuidador, organização, limpeza, reparo e manutenção das residências. Pode ainda ser criada uma rotina de atividades de lazer e espaços para vivência em comunidade. O condomínio pode vir a oferecer os serviços com profissionais próprios, ou através de empresas especializadas, de referência em seus segmentos.

A perspectiva é que o mercado imobiliário se adapte ainda mais, e no volume necessário para atender ao público idoso. Espera-se que o diferencial se torne uma tendência.

 

Fonte: Mario Dal Maso

 

(JA, Mai22)