É bem verdade que pautas ligadas a diversidade estão em alta nos últimos anos. Afinal, reforçar a importância dos direitos de mulheres, pessoas LGBTQIA+, pessoas negras, e outros grupos minorizados, seja um tópico muito necessário.

Nesse movimento por uma sociedade mais diversa, também entra a questão etária, tratando especialmente da população 60+. Isso já tem virado tema de novela, pauta para influenciadores digitais e tema de conversas cotidianas.

Mas como ir além do modismo e de fato promover mudanças na sociedade que garantam os direitos da população idosa em todos os seus espaços?

Primeiro, temos que entender que qualquer problema social tem a ‘ponta do iceberg’, ou seja, aqueles problemas que são mais visíveis aos olhos das pessoas. Nesse caso, podemos considerar os diversos tipos de violência que um 60+ pode sofrer, seja ela física, psicológica ou financeira. Também entra nesse grupo a exclusão de idosos em espaços sociais, especialmente no mercado de trabalho.

Além desses efeitos mais diretos do etarismo, temos também aqueles que são menos visíveis, mais sutis, porém são deles que pode surgir a violência direta. Por exemplo: a reprodução de estereótipos sobre pessoas com mais idade, as “piadinhas” sobre envelhecimento, os preconceitos que fazem muitos acreditarem que pessoas 60+ são incapazes de assumir funções e responsabilidades.

Então, para combater a discriminação etária, assim como qualquer outro tipo de discriminação contra algum grupo de pessoas, é necessário mitigar essas duas frentes.

Precisamos que pessoas e instituições se comprometam através de regras ou leis a não violentar, discriminar ou excluir pessoas por conta de sua idade. Pelo outro viés, é necessário que a sociedade mude a forma que enxerga pessoas 60+ e passe a tratá-las em pé de igualdade com as de qualquer faixa etária.

Certo, mas como colocamos isso em prática? Ilustrando melhor, temos abaixo uma lista de ações e boas práticas para incluirmos em nosso dia a dia, visando ajudar a acabar de vez com o preconceito etário:

  • Denunciando casos de violência ou discriminação contra pessoas 60+;
  • Criando espaços adaptados a pessoas de todas as idades, facilitando a participação social e a mobilidade delas;
  • Demandando que as empresas contratem pessoas por suas habilidades e experiências, sem olhar para a idade;
  • Estimulando a integração geracional, especialmente no mercado de trabalho.
  • Não basta contratar 60+, eles precisam estar bem integrados com toda a equipe;
  • Evitando ou corrigindo comentários ou piadas que reforcem estereótipos negativos sobre a idade;

É claro que podemos incluir muito mais itens a essa lista para finalmente alcançarmos uma sociedade totalmente inclusiva a pessoas 60+, mas já teríamos um bom começo.

Fonte: Inst. Long. MAG

(JA, Mai22)