A primeira coisa que você deve saber é que autonomia e independência não são a mesma coisa, apesar do significado ser bastante similar. Uma pessoa autônoma, por exemplo, tem a capacidade de tomar suas próprias decisões de maneira sã, podendo discernir com clareza o que lhe é bom ou ruim.

A independência, por sua vez, consiste na capacidade de realizar desde atividades cotidianas até atividades complexas, sem a ajuda de outras pessoas, ou seja, está intimamente relacionada ao estado físico e cognitivo. Logo, é possível que uma pessoa seja autônoma e independente ou preencha apenas um desses requisitos.

Estatísticas

O avanço da idade, muitas vezes, pode afetar a integridade física e cognitiva, tornando cada vez mais difícil para o idoso manter a autonomia e a independência. É importante destacar que esse declínio nem sempre está relacionado com problemas de saúde, pois é um processo ligado diretamente ao envelhecimento natural.

Quando não existem cuidados adequados ou prevenção e conscientização, as capacidades cognitivas vão se perdendo gradativamente. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde) baseados em um panorama mundial, a cada três segundos um idoso desenvolve demência.

No ano de 2018 foi apurado que mais de 50 milhões de idosos possuíam alguma limitação cognitiva e esse número tende a aumentar expressivamente: a estimativa é que até 2050 existam mais de 150 milhões de idosos com algum tipo de demência, o que está ligado diretamente à perda da autonomia e da independência.

Como manter-se independente?

Tendo os dados da OMS em vista, é muito importante entender como as limitações associadas à autonomia e independência refletem na vida de um idoso e como é possível prevenir ou retardar este declínio e, assim manter a saúde física e cognitiva.

É possível manter a independência na terceira idade! Familiares e pessoas próximas podem ser um importante condutor neste processo. Incluir os idosos em qualquer atividade do dia a dia, por mais simples que seja, ajuda muito e os incentiva a manter uma rotina mais ativa.

Existem muitas atividades que um idoso pode realizar para evitar os impactos negativos do tempo na saúde física e cognitiva. Comprovadamente, jogos e atividades em grupo (dominó, baralho, palavra cruzada, artesanato, entre outras) são fundamentais para melhorar e manter a capacidade cognitiva, pois fortalecem a memória e a capacidade de raciocínio, consequentemente melhorando a autonomia.

Em relação à independência, o pilar principal é manter-se fisicamente ativo, praticando atividades físicas como: dança, caminhada, hidroginástica etc.

Cultivar sempre boas relações sociais e, assim como falamos anteriormente, sempre praticar atividades que estimulem o cérebro também ajudam o idoso a manter-se independente.

 

Fonte:  GSaude  |  SBA Residencial

(JA, Nov19)