Os animais de estimação são parte da vida dos humanos há mais de 12 mil anos.

No começo, eles não eram considerados parte da família, ainda assim, tinham seu lugar garantido, já que faziam as vezes de companheiro de caça ou como protetor contra ratos.

Muito tempo depois, essa parceria foi modificada, e, tanto os gatos como os cachorros, passaram a fazer parte da família, conquistando o afeto e um lugar no coração dos humanos.

Há quem diga que os gatos são independentes, não seguem as regras dos humanos, e são individualistas. Mas, há quem diga que eles são companheiros leais, amigos para todas as horas, e uma fonte de alegria interminável. Independentemente disso, todos concordam que os gatos fazem bem para os humanos.

E os cachorros, sempre vistos como amigos fiéis, quase perfeitos – só faltam falar! Atualmente, a presença deles é ainda mais relevante, pois a necessidade do distanciamento social gerou, em muitas pessoas, um sentimento de solidão.

Não é possível restringir todo esse amor aos cães e gatos; muitos são os pets que roubam o coração da gente.

A troca é tão grande, que os animais já são nossos companheiros de trabalho, você sabia? Seja através da terapia assistida por animais (TAA) ou equoterapia, por exemplo, eles são responsáveis por promover o bem-estar, e auxiliar na recuperação de muita gente.

Essa interação promove o bem-estar da pessoa, fazendo com que ela se recupere mais rapidamente, e tenha mais qualidade de vida durante o processo.

Existem estudos comprovando que crianças portadoras de autismo, que normalmente apresentam dificuldade no contato social, tendem a diminuir comportamentos negativos, como agressividade e isolamento, por exemplo, quando existe a presença de cães nas sessões. Claro, desde que haja a associação do animal treinado, mais tarefas adequadas para cada caso.

Com pessoas idosas, essa também é uma forma de promover o bem-estar. Apesar de não haver muitos estudos corroborando a melhora de pessoas que apresentam o mal de Alzheimer, observações realizadas por profissionais indicam que o contato com esses bichinhos ajuda na diminuição do impacto emocional, favorecendo a diminuição da agressividade e do estresse, melhora do humor e relaxamento. Além disso, o convívio com animais, melhora o quadro de depressão, auxilia no tratamento de paralisias…

De acordo com a psicóloga Cristiane Blanco, ‘Estudos verificaram um aumento da produção e liberação da serotonina e dopamina, hormônios responsáveis pela sensação de prazer e alegria, após 15 a 20 minutos de interação com o cão’.

Portanto, ter animal de estimação, é muito mais do que ter um animal em casa. Esse laço promove a reinserção social da pessoa idosa, pois ela se sente responsável por uma vida, se sente cuidadora e cuidada.

Além disso, ter um animal pode ser uma desculpa para fazer amizades, iniciar uma conversa, e até para não falar nada quando se está mais introspectivo.

O sentimento de receber e dar amor é inquestionável. Quem nunca sentiu aquela vontade de apertar o bichinho de tanto amor? Muitas pessoas se sentem bem acompanhadas, compreendidas, sem precisar falar uma palavra; amadas incondicionalmente.

Enfim, tudo indica que, para quem gosta e pode ter, um animal de estimação só traz benefícios.

Fonte: Michelle Perez, Psicóloga, CRP: 06/129104

Se precisar, entre em contato para iniciar seu processo de desenvolvimento emocional.

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(JA, Abr21)